Um ataque a tiros aconteceu, nesta quinta-feira (3), no Campus I da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande. Um homem, identificado como Keiner Diniz, de 40 anos, morreu dentro da copiadora que era sócio.
O atirador foi identificado como Flávio Medeiros, de 47 anos. Ele tentou se suicidar com um tiro, foi socorrido para o Hospital de Trauma de Campina Grande, mas morreu na manhã desta sexta-feira (4).
O ataque aconteceu em horário de aulas, causando pânico em estudantes, professores, funcionários e outras pessoas que circulavam pelo campus da UEPB no momento.
O que aconteceu
Um homem, identificado como Keine Diniz, foi morto a tiros na noite desta quinta-feira (3) dentro da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande. O caso aconteceu dentro de uma copiadora
Segundo a Polícia Militar, outro homem também foi baleado. O suspeito é Flávio Medeiros.
Os alunos se assustaram com os tiros, e o prédio foi evacuado. A reitoria da UEPB descartou a possibilidade de atentado e afirmou que se trata de um crime de ordem pessoal.
A Polícia Civil afirmou que a vítima foi morta por diversos disparos de arma de fogo em uma das copiadoras da universidade. A Polícia Militar foi acionada e se dirigiu ao local.
Motivação do ataque a tiros na UEPB
Segundo a Polícia Civil, a vítima, Keine Diniz, estava se relacionando com a ex-esposa do suspeito que não aceitava o fim do relacionamento.
De forma premeditada, o suspeito foi até a UEPB, na noite desta quinta-feira (3), onde a vítima estava, e atirou várias vezes.
O homem ainda tentou entrar na escola onde a ex-esposa estava trabalhando, no bairro Três Irmãs, há cerca de 20 minutos do local do crime, mas não conseguiu. A mulher relatou à Polícia Civil que que era ameaçada pelo ex-marido e se escondeu quando soube que ele estava tentando entrar na escola.
Em seguida, de acordo com a Polícia Civil, o suspeito dirigiu até uma estrada da cidade e atirou na própria cabeça. Ele foi socorrido em estado grave no Hospital de Trauma de Campina Grande e morreu na manhã da sexta-feira (4).
A Secretaria Municipal de Educação de Campina Grande informou, em nota, que após a tentativa frustrada de invasão na Escola Municipal Mariinha Borborema suspendeu as aulas noturnas da unidade como medida protetiva, já que o suspeito estava foragido. A decisão também considerou o possível impacto emocional na comunidade escolar.
A professora envolvida, que atua em turnos diferentes, receberá suporte junto aos demais afetados, segundo a Secretaria. As atividades serão retomadas na segunda-feira (7).
Outros feridos
De acordo com o Hospital de Trauma de Campina Grande à TV Paraíba, outro homem foi atingido com um dos tiros. Ele está internado com quadro clínico estável.
Compareceram também à unidade de saúde, mas já foram liberados, uma estudante que, com medo, pulou do primeiro andar do prédio ao ouvir os tiros, e um idoso de 60 anos que teve um pico de pressão por causa do susto.
UEPB suspende aulas
A UEPB suspendeu as aulas nesta sexta-feira (4). Em nota, a instituição informou que a suspensão das atividades na universidade será até o dia 11 de abril, para que sejam tomadas medidaspara o reforço da segurança.
Durante esse período, as atividades administrativas serão realizadas de forma remota. “Essa medida emergencial visa garantir a segurança da comunidade universitária, permitindo que possamos, juntamente as autoridades de segurança pública tomar medidas de controle de acesso nas dependências da Instituição”, diz a nota.
Em coletiva de imprensa, também na manhã desta sexta-feira (4), o chefe de gabinete da reitoria, Luciano Albino, explicou: “A reitora considerou necessário planejar ações específicas para ampliar a segurança, como câmeras, vigilantes e monitoramento com a Polícia Militar, que já atua na instituição. Agora, vamos intensificar essas medidas com uma comissão formada por representantes da UEPB e da polícia, buscando aprimorar nossa política de proteção.”
Polícia Civil aponta que arma usada no crime estava legalizada
A Polícia Civil confirmou, em coletiva nesta sexta-feira (4), que Flávio Medeiros utilizou uma pistola calibre 38 comprada e registrada legalmente em janeiro e que o crime foi motivado por vingança, de forma premeditada.
A investigação descartou a hipótese de atentado coletivo, classificando o caso como “crime de proximidade” – motivado por conflitos pessoais.
A polícia também destacou que Medeiros frequentava um clube de tiro e planejou o ataque com antecedência.
As perícias e a análise de imagens do local devem ser concluídas em 30 dias.