Prefeito ‘solta a mão’ de antecessor e diz que não nomeou indicados por facção em Cabedelo

Foto: divulgação/CamCabedelo

O burburinho de bastidores na política de Cabedelo, aos poucos, vai ganhando contornos públicos. Ontem o prefeito da cidade, André Coutinho (Avante), deu uma declaração que, praticamente, demarca um rompimento político com o seu antecessor, o ex-prefeito Vitor Hugo (Avante).

Ao ser perguntando pelo jornalista Henrique Lima durante uma entrevista, sobre a Operação En Passant e os seus desdobramentos, o prefeito afirmou que não nomeou nem exonerou nenhum dos investigados na apuração feita pela Polícia Federal e Gaeco.

“Em nenhum momento eu nomeei alguém. Eu não tinha poder de nomeação. Não há uma investigação com relação à Câmara. Eu não nomeava ninguém, não demitia ninguém. Quando assumi exigimos certidão criminal para entrar na prefeitura”, afirmou.

Coutinho faz referência à parte da investigação que apura nomeações na prefeitura de Cabedelo de pessoas que teriam sido indicadas por parentes do traficante Fatoka. As nomeações, de fato, foram feitas ainda na gestão Vitor Hugo.

Após a primeira fase da operação, ele (Vitor Hugo) exonerou alguns dos nomes investigados.

Nos relatórios da PF também há a menção de nomeações feitas no gabinete de um vereador do município – o que não tem relação direta com atos discricionários da Presidência da Câmara – ocupada por André naquele instante.

Vitor Hugo e André foram denunciados há duas semanas pelo MPF junto ao TRE. O MPF apontou a prática de organização criminosa, corrupção eleitoral, aliciamento violento de eleitores e peculato. Um vereador e outras três pessoas também foram enquadradas pelo MPF. Entre elas o traficante Fatoka.

A postura de André demonstra que ele decidiu ‘soltar a mão’ do ex-prefeito Vitor Hugo.