Os aliados do ex-governador João Azevêdo (PSB) não ficaram nada satisfeitos com a escolha feita pelo ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Rep), indicando a senadora Daniella Ribeiro (PP) para 1ª suplência dele na disputa pelo Senado. Longe dos holofotes, aliados de João temem que a indicação possa provocar a priorização da campanha de Nabor dentro da chapa.
E, cá entre nós, os aliados de João têm razão. O risco existe. E é inquestionável que a indicação fragiliza o projeto do ex-governador para o Senado.
Seria ingênuo pensar o contrário, embora o ex-prefeito tenha feito um longo discurso nesta quarta-feira (05), na convenção do governador Lucas Ribeiro (PP), defendendo o primeiro voto em seu companheiro de chapa.
Soma-se a isso um cenário em que, dia após dia, prefeitos da base governista têm deixado de apoiar o ex-chefe do executivo estadual e declarado apoio a Nabor. Esses movimentos, ocorridos em Uiraúna, São Bento e em outras cidades, ampliam as insatisfações da campanha de Azevêdo.
Apesar disso, o ex-governador se mantém na dianteira das pesquisas internas que indicam intenções de voto – em função do capital político acumulado em quase 8 anos à frente do Governo. A avaliação que precisa ser feita, contudo, é se haverá ‘gordura’ suficiente para ser ‘queimada’ até o início de outubro.
Até lá a tendência é de crescimento da atuação de Nabor dentro da base. E, a partir de agora, com mãe do governador Lucas como principal cabo eleitoral e interessada em sua vitória.
A fotografia no palanque da convenção, com o semblante aparentemente surpreso de João Azevêdo durante esse anúncio, diz muito sobre o clima entre as duas campanhas (de Nabor e João).
