Idosa encontrada morta em João Pessoa era viúva, surda e vivia reservada, diz prima

A idosa encontrada em avançado estado de decomposição dentro de casa, no Bairro dos Estados, em João Pessoa, foi identificada como Magna Flora Carvalho da Fonseca, de 78 anos, de acordo com o Instituto de Polícia Científica. Conforme perícia inicial, a mulher estava morta há pelo menos um ano.

Magna Flora era natural de Cuité, no Agreste da Paraíba, mas morava na capital desde a adolescência. A mulher, que era surda, era viúva e não teve filhos. De acordo com informações de uma prima de segundo grau, que não reside em João Pessoa, Ana Cláudia, Magna Flora era independente, mas tinha uma vida reservada.

“Era uma pessoa lúcida, esclarecida, movimentava o banco, dirigia, só não gostava de conviver com pessoas, porque foi a maneira como ela foi criada”.

A mulher ainda informou que Magna Flora tinha dois irmãos vivos, com os quais não tinha contato. Ela sobrevivia de uma pensão que recebia do pai, já falecido, que era coletor fiscal. Nesta quarta-feira (2), Flávio Fabres, do IPC, informou que o corpo não apresentava sinais de violência e ainda não foi possível identificar a causa da morte. Exames adicionais foram solicitados.

Apesar de não conviver com a prima, Ana Cláudia disse que a família chegou a tomar conhecimento de que, após a morte do companheiro, Magna Flora passou a viver sem água e luz elétrica, mas evitava contato com familiares e não possuía funcionários.

“Ela morava sem água e sem luz, ela se alimentava fora, juntava aquelas garrafas que ela bebia e tomava banho. Ela deveria lavar alguma roupa, mas aí ela não queria ajuda nem contato com ninguém”.

A mulher também informou que irmãos da idosa devem providenciar o resgate do corpo.

Relembre o caso

Magna Flora aos 45 anos.. Arquivo pessoal

A Polícia Civil investiga o caso da idosa encontrada em avançado estado de decomposição dentro de casa, no Bairro dos Estados, em João Pessoa, no dia 31 de agosto. Conforme perícia inicial, está morta há pelo menos um ano. A informação foi apurada pela Rádio CBN em contato com a própria corporação.

Segundo a Polícia Civil, um delegado foi designado para apurar o caso, mas novas diligências vão acontecer somente após o laudo necroscópico, que vai ser realizado pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), que deve ser emitido em até 10 dias.

O Jornal da Paraíba entrou em contato com o IPC, para saber sobre o recebimento do corpo e exames complementares que vão ser feitos. O instituto recebeu que um exame de DNA foi solicitado e também foram coletados vestígios entomológicos, ou seja, relativos a insetos.