MP Eleitoral entra na Justiça contra 10 candidatos por derramamento de santinhos em cidades na PB

MP Eleitoral entra na Justiça contra 10 candidatos por derramamento de santinhos em cidades na PB – Foto: Reprodução.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) da Paraíba ajuízou uma ação na Justiça Estadual contra 10 candidatos por derramamento de santinhos em oito cidades na Paraíba. O procedimento foi divulgado nesta terça-feira (6).

De acordo com o MPE, os materiais de campanha foram encontrados espalhados nas proximidades de locais de votação no primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (4).

As cidades das ações impetradas pelo MPE foram: Guarabira, Bayeux, Serraria, Campina Grande, Ingá, Santa Luzia, Serra Redonda e Cacimba de Dentro. Veja mais abaixo os candidatos que tiveram ajuízadas as ações contra eles.

Nas representações, há pedidos de aplicação de multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil, prevista na Lei das Eleições. O fundamento, segundo o órgão, é que o derramamento constitui propaganda irregular em vias públicas busca ampliar a exposição das candidaturas diante dos eleitores no momento da votação.

O MP argumenta que os candidatos são acionados na condição de beneficiários da propaganda e de responsáveis pelo cuidado com a produção, a guarda e a entrega dos materiais de campanha. O órgão sustenta que aos candidatos devem orientar e exigir que as pessoas encarregadas do manuseio dos impressos respeitem as regras eleitorais.

O Jornal da Paraíba em contato com Tibério Limeira e as assessorias de Nabor Wanderley e Ruy Carneiro, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

As defesas dos demais citados não foram localizadas até a última atualização desta reportagem.

Candidatos

    • Segundo Domiciano
    • Tovar Correia Lima
    • Nabor Wanderley
    • Ruy Carneiro
    • Eduardo Carneiro
    • Munique Marinho de Lima Rolim
    • Felipe Leitão
    • Doutor Jhony
    • Raniery Paulino
    • Tibério Limeira

O MPE informou que, em paralelo aos procedimentos relativos a propaganda irregular, há também a busca por responsabilização na esfera criminal. O órgão diz que, no âmbito criminal, busca esclarecer quem executou diretamente o despejo do material nas ruas e identificar outros eventuais participantes, por meio da análise de imagens de câmeras e de outras diligências.

Em nota, o órgão disse que os santinhos são custeados pelas campanhas dos candidatos, na grande maioria dos casos com recursos públicos, o que torna “descarte irregular” também um “desperdício de dinheiro público”.