O deputado estadual eleito Fábio Lopes (PL) disse, em entrevista à CBN Paraíba, nesta quarta-feira (07), que pretende fazer uma oposição “forte” e “técnica” ao governo Lucas Ribeiro (PP) a partir da próxima legislatura. A atuação na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), segundo ele, será marcada pelo acompanhamento de contratos, obras, secretarias e ações da gestão estadual.
Fábio disse que pretende evitar uma fiscalização baseada apenas em críticas políticas, “só para ganhar likes”, e afirmou que pretende utilizar a experiência para analisar tecnicamente os contratos e serviços públicos. “Vou fiscalizar bastante o governo do estado na questão da saúde, na questão do minério”, afirmou o deputado eleito. Ele também disse que pretende acompanhar as promessas feitas pelo governador durante a campanha.
Entre os assuntos que devem entrar na agenda de fiscalização está a Ponte do Futuro. Fábio Lopes afirmou que já vinha acompanhando a obra e que solicitou informações ao Governo Federal sobre licenças ambientais relacionadas ao empreendimento. “Eu quero a Ponte do Futuro, quem não quer desenvolvimento pro estado? Mas que respeite as licenças ambientais, respeite o trabalhador, respeite tudo”, declarou.
A Ponte do Futuro já foi alvo de fiscalizações de diferentes órgãos. Em setembro, após um acidente que matou um trabalhador e deixou outros dois feridos, a Auditoria-Fiscal do Trabalho embargou o trecho da obra entre a região da Praia do Jacaré, em Cabedelo, e a Ilha Stuart. O embargo foi restrito àquele trecho, enquanto outras frentes de trabalho continuaram.
Presidência da Assembleia
Fábio afirmou que o partido pretende formar um bloco e buscar o diálogo com outros deputados, além de entrar no debate sobre o próximo presidente da Assembleia. Questionado, informou que a sigla ainda vai se reunir para debater se define o apoio a um dos nomes que vão entrar na disputa.
“É uma eleição diferenciada.É uma eleição que foge à alçada de partidos. É uma eleição que você vai discutir presidência da CCJ, presidente da comissão de políticas públicas, presidente do Orçamento e Finanças. Então, as bancadas têm sua representatividade”, disse.
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