O Ministério Público da Paraíba (MPPB) acompanha o caso em que mais de 100 pessoas que deixaram uma casa de acolhida em Santa Rita, na Grande João Pessoa, na quinta-feira (22), e parte do grupo passou a noite em um posto de combustíveis às margens da BR-230, na Paraíba.
Em nota, o órgão disse que as pessoas abrigadas no local foram encaminhadas para os lugares de origem, na Paraíba, em Pernambuco e Sergipe. 24, das cerca de 170, permanecem na casa, sob responsabilidade da prefeitura, até que sejam localizados seus parentes ou responsáveis.
O MP disse ainda que o promotor de Justiça Francisco Lianza se reuniu, nesta sexta-feira(23), com a secretaria de Assistência Social e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Santa Rita.
A nota afirma que a promotoria aguarda o relatório que está sendo feito pela secretaria de Assistência Social de Santa Rita para definir os próximos passos do Ministério Público na apuração do caso.
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Grupo deixou casa de acolhida por condições precárias
De acordo com o tenente-coronel Alcântara, do 7º Batalhão da Polícia Militar (7º BPM), as informações levantadas indicavam que as pessoas decidiram sair por causa das condições oferecidas, que não foram detalhadas.
Segundo o tenente-coronel, após contato com o responsável pelo espaço, algumas pessoas decidiram retornar, enquanto outras solicitaram que os familiares fossem buscá-las.
Agressão foi registrada
A saída do grupo de pessoas aconteceu depois de uma agressão física no local. Segundo a TV Cabo Branco, o episódio começou após uma discussão envolvendo uma pessoa que foi buscar um familiar que estava na casa. A pessoa agredida registrou um boletim de ocorrência.
Dorgivan de Castro, dono da granja onde funcionava a casa de acolhimento, contou à TV Cabo Branco que soube dos acontecimentos por meio da pessoa que registrou o boletim. Quando chegou ao local, parte das pessoas e a liderança responsável pelo grupo já haviam saído.
“Eu tomei conhecimento através da pessoa que fez o BO. Quando eu vim para cá, para o local, o pessoal já tinha se evadido, a liderança que estava aqui tomando conta do pessoal e muita gente se evadiu também. A gente foi trazendo de volta aqueles que quiseram voltar, acolhemos os que ficaram para dar assistência e reconduzi-los aos seus familiares”, disse.
Dorgivan afirmou à TV Cabo Branco que foi procurado por um homem identificado como Gláucio Amaral para alugar o imóvel e instalar uma filial de uma casa de recuperação que funcionava no município Goiana, em Pernambuco.
O proprietário disse à emissora que não pretende manter o aluguel do espaço. Segundo ele, a intenção é localizar os familiares das pessoas para que elas possam retornar para casa.
Na manhã desta sexta-feira (23), cerca de 10 pessoas ainda permaneciam no posto de combustíveis.
