Imagem de Iemanjá é alvo de vandalismo, em João Pessoa

Imagem de Iemanjá é alvo de vandalismo, em João Pessoa. Arquivo pessoal/Laerte Cerqueira

A estátua de Iemanjá – orixá cultuada nas religiões do candomblé e da umbanda – localizada na orla do Cabo Branco, em João Pessoa, foi alvo de vandalismo neste sábado (19). A proteção de vidro que envolve a imagem foi depredada.

Em nota, a Guarda Civil Municipal de João Pessoa informou que o caso foi identificado por meio do sistema de videomonitoramento Smart City. As imagens mostram que, por volta das 3h25 deste sábado (19), uma mulher usando uma camisa vermelha ficou em frente à estátua e, depois, lançou uma pedra contra o monumento antes de deixar o local.

De acordo com a corporação, as imagens e outras informações obtidas durante o atendimento foram encaminhadas às autoridades responsáveis pela investigação.

A praça onde fica a estátua passou por uma revitalização e foi entregue em setembro de 2025. A obra incluiu a criação de um largo, instalação de bancos, ciclofaixa e construção de estacionamento. O orçamento foi de R$ 662,7 mil.

Antes da revitalização, a estátua havia passado por um processo de restauração, após ter sido alvo de um outro at de vandalismo. Em fevereiro de 2024, a imagem foi restaurada por dois artistas a pedido de um homem que estaria cumprindo uma promessa religiosa.

Histórico de vandalismo

À esquerda, a estátua antiga de Iemanjá, antes do vandalismo. Ao centro, estátua após ficar decapitada. No lado direito, a estátua após a revitalização – Foto: Fágner Alisson. À esquerda, a estátua antiga de Iemanjá, antes do vandalismo. Ao centro, estátua após ficar decapitada. No lado direito, a estátua após a revitalização – Foto: Fágner Alisson

A estátua de Iemanjá em João Pessoa já foi alvo de vandalismo outras vezes. Em abril de 2013, a cabeça e as mãos da obra foram arrancadas.

A imagem foi restaurada pelo Patrimônio Artístico e Cultural de João Pessoa, mas voltou a ser danificada. Em março de 2016, a estátua foi novamente decapitada.

A revitalização da Praça de Iemanjá foi colocada em pauta após o ato de vandalismo de 2016. O espaço foi reformado e entregue em setembro de 2025.

Na época dos atos anteriores, adeptos de religiões de matriz africana denunciaram intolerância religiosa. A prática é considerada crime pela Lei Federal nº 9.459, de 1997, com pena prevista de um a três anos de reclusão, além de multa.

Uma denúncia sobre o vandalismo foi registrada junto à polícia, mas as investigações não identificaram nenhum suspeito.