Anunciado nesta segunda-feira (31) como a mais nova cara da Premier League, o meia Allan chega ao Manchester City em um momento de transição que pode ser determinante para o seu futuro. Sob o comando de Enzo Maresca, o ex-jogador do Palmeiras tem tudo para se desenvolver na medida certa e ganhar mais espaço na Europa do que seus antigos companheiros de clube, Endrick e Estêvão
Muito tem se falado sobre o subaproveitamento das joias brasileiras no Real Madrid e no Chelsea. Endrick, por exemplo, ainda não conseguiu entrar em campo nesta nova temporada europeia por estar em recuperação de uma lesão. Além disso, ele terá de vencer uma forte concorrência interna para tentar ser titular na equipe de José Mourinho.
Já Estêvão iniciou a sua trajetória no Chelsea, comandado por Xabi Alonso, figurando entre os suplentes. Na vitória dos Blues sobre o Brighton, no último domingo (30), o atacante sequer entrou em campo.
Esse cenário de pouca minutagem pode prejudicar o desenvolvimento e a visibilidade de atletas com potencial para a seleção brasileira. Por outro lado, caso o técnico Carlo Ancelotti opte por deixar a dupla de fora das próximas convocações, a justificativa pela falta de ritmo de jogo será plenamente compreensível.
Um fator que pesa favoravelmente a Allan nos Citizens é a sua idade. Aos 22 anos, o meio-campista desembarca na Europa com maior maturidade acumulada em relação aos seus ex-parceiros de Palmeiras.
Sem a pressão imediata de carregar o status de estrela global como Endrick e Estêvão, Allan reúne as condições ideais para dar certo no futebol mais competitivo do mundo.
Se corresponder às expectativas, o City e a Seleção ganharão uma peça que, embora não tenha o brilho individual refinado dos atacantes de Real e Chelsea, compensará com extrema funcionalidade tática.
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